Alopecia areata: o que é, quais são os sinais e quando procurar um médico
Por: Marcos Villalba
A alopecia areata é uma doença autoimune que faz o cabelo cair de repente, geralmente em falhas redondas ou ovais. Por isso, ela assusta quem a percebe no espelho ou na barba. No entanto, na maioria dos casos o folículo continua vivo, e existe condição de o cabelo voltar. Neste texto, você vê o que é a alopecia areata, quais são os sinais e os tipos e quando procurar um médico.
O que é a alopecia areata e por que ela acontece?
Na alopecia areata, o sistema de defesa do organismo ataca por engano os folículos do cabelo e faz o fio cair. Como o folículo não se destrói, o cabelo pode voltar a crescer. Assim, a doença se diferencia das alopecias cicatriciais, em que a cicatriz substitui o folículo.
A causa exata não é conhecida. Fatores genéticos e imunológicos parecem participar, e períodos de estresse físico ou emocional podem coincidir com o início ou com as crises. Além disso, a doença não é contagiosa e não vem de falta de higiene ou de cuidado.
Quais são os sinais da alopecia areata?
Os sinais variam de pessoa para pessoa. Os mais frequentes são:
- Falhas redondas ou ovais, de pele lisa, que surgem em poucos dias ou semanas.
- Poucos sintomas: em geral, não há coceira, dor nem descamação.
- Pelos curtos, mais finos na base, que lembram um ponto de exclamação, nas bordas da falha.
- Falhas na barba, nas sobrancelhas ou nos cílios.
- Alterações nas unhas, como pequenos pontos ou ranhuras, em alguns casos.
Outras causas de queda, como o eflúvio telógeno, também podem se parecer com ela. Por isso, só o médico fecha o diagnóstico.
Quais são os tipos de alopecia areata?
A doença se apresenta de formas diferentes. As classificações mais usadas consideram o padrão e a extensão da queda:
- Em placa única: Uma falha redonda ou oval. É a forma mais comum.
- Em múltiplas placas: Várias falhas, em diferentes áreas do couro cabeludo.
- Ofiásica: Uma faixa sem cabelo, na altura da nuca.
- Ofiásica inversa (sisaifo): Queda no alto da cabeça, que poupa as laterais e a nuca.
- Incógnita: Afinamento difuso, de início súbito, sem falhas bem definidas.
- Total: Perda de todo o cabelo do couro cabeludo.
- Universal: Perda de todos os pelos do corpo, incluindo sobrancelhas e cílios.
Para medir a extensão, o médico usa escalas como o SALT, que estima a porcentagem do couro cabeludo afetada. Cada caso, porém, é acompanhado individualmente, porque a classificação não define sozinha como a doença vai evoluir.
Como o médico diagnostica a alopecia areata?
Primeiro, o médico ouve a sua história: quando a falha apareceu, se há casos na família, doenças da tireoide, da pele ou autoimunes e períodos de estresse recentes. Depois, examina todo o couro cabeludo e faz a tricoscopia, um exame que amplia pele e folículos e mostra sinais característicos da doença, como os pelos em ponto de exclamação.
Quando necessário, ele pede exames de sangue para investigar condições associadas. Em casos de dúvida, indica a biópsia do couro cabeludo.
A alopecia areata tem tratamento?
A alopecia areata é imprevisível: em alguns casos, o cabelo volta sem tratamento, e a doença pode reaparecer depois. Não há cura definitiva, mas existe controle. O tratamento busca controlar a reação do sistema de defesa e estimular o cabelo a voltar, e o plano depende da idade, da extensão e do tempo de evolução.
Dependendo do caso, o médico pode indicar a infiltração de corticoide no couro cabeludo, a microinfusão de medicamentos na pele em casos selecionados, e medicamentos de uso tópico ou oral. A resposta varia de pessoa para pessoa, e nenhum tratamento garante resultado. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável.
Quando procurar um médico para a alopecia areata?
Procure avaliação quando notar uma falha redonda no cabelo ou na barba, sem coceira nem dor, ou uma queda que surge em poucos dias. Quanto mais cedo o médico reconhece a doença, mais opções de tratamento existem.
Assim, um médico tricologista pode confirmar o diagnóstico e orientar o acompanhamento. Você encontra mais detalhes sobre o diagnóstico e o tratamento da alopecia areata no site do autor.
Conteúdo de caráter exclusivamente informativo e educativo, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. As informações apresentadas não substituem a consulta médica, o diagnóstico e o tratamento com profissional habilitado, e não devem ser usadas para autodiagnóstico, automedicação ou autotratamento. Cada organismo responde de forma diferente: este conteúdo não representa promessa ou garantia de resultado. Algumas pessoas têm contraindicações aos medicamentos citados de forma educativa, entre elas gestantes e lactantes. Em caso de dúvida, procure orientação médica presencial.
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