Eflúvio telógeno após Mounjaro: por que o cabelo cai depois de emagrecer
O eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda de cabelo depois de uma perda de peso rápida, inclusive a que acontece com o Mounjaro. Por isso, muita gente percebe mais fios na escova semanas depois de começar a emagrecer e se assusta. No entanto, esse tipo de queda costuma ter uma explicação conhecida, e o cabelo tem condição de voltar a crescer. Neste texto, você vê o que é o eflúvio telógeno, por que ele aparece depois do Mounjaro e quando procurar um médico.
O que é o eflúvio telógeno?
Os folículos passam por um ciclo: crescem, descansam e depois o fio cai. Normalmente, a maior parte deles está na fase de crescimento. No eflúvio telógeno, um estímulo faz muitos folículos entrarem de uma vez na fase de descanso. Semanas ou meses depois, os fios caem juntos.
Por isso, a queda parece repentina e intensa, e costuma ser difusa, sem falhas bem definidas. Como o folículo continua preservado, o cabelo tem condição de voltar a crescer quando o ciclo se normaliza.
Por que o eflúvio telógeno aparece depois do Mounjaro?
O Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, leva à perda de peso. Quando essa perda é rápida, com redução importante de calorias e de proteínas, o corpo reage, e a perda de peso rápida é um gatilho conhecido do eflúvio telógeno. Assim, a queda costuma estar ligada a essa mudança no corpo e na alimentação e, a princípio, não ao medicamento em si.
Em geral, existe um gatilho cerca de 3 meses antes da queda intensa, e nem sempre a pessoa se lembra dele. Além disso, mais de um fator pode aparecer ao mesmo tempo, como estresse, doença ou falta de nutrientes.
Se isso aconteceu com você, não suspenda nem altere o medicamento por conta própria. Converse com o médico que o prescreveu e procure uma avaliação do cabelo.
Quais são os sinais do eflúvio telógeno?
Os sinais costumam aparecer algumas semanas ou meses depois do gatilho:
- Queda aumentada e difusa, por todo o couro cabeludo.
- Mais fios na escova, no ralo e no travesseiro.
- Cabelo mais ralo no geral, sem falhas bem definidas.
Na calvície, o fio afina e a perda segue um padrão, como as entradas e a coroa. No eflúvio telógeno, o fio costuma manter a espessura, e a queda é mais generalizada. Os dois podem aparecer juntos, e por isso a avaliação médica é importante.
Como é feito o diagnóstico do eflúvio telógeno?
Primeiro, o médico ouve a sua história: quando a queda começou, o que aconteceu nos meses anteriores, como doenças, cirurgias, dieta e mudanças de peso, e quais medicamentos e suplementos você usa. Depois, examina todo o couro cabeludo e faz a tricoscopia, um exame que amplia fios e folículos e ajuda a separar o eflúvio telógeno de outras causas.
Quando indicado, ele também faz o teste de tração, que avalia quantos fios se soltam com uma leve puxada, e pede exames de sangue, como ferro, ferritina, tireoide e vitaminas.
O eflúvio telógeno tem tratamento?
O ponto principal é identificar e tratar o fator que desencadeou a queda. Quando ele é resolvido, o ciclo dos fios tende a se normalizar. Dependendo do caso, o plano pode incluir:
- Correção do fator desencadeante: Como ajustar a alimentação, tratar a tireoide ou revisar um medicamento com o médico que o prescreveu.
- Reposição de nutrientes: Somente quando os exames mostram necessidade, com orientação médica.
- Acompanhamento regular: Com comparação de tricoscopia e exames ao longo do tempo.
Suplementos em excesso também podem fazer mal, por isso evite começar por conta própria. Quando a queda dura mais de seis meses, o quadro é chamado de eflúvio telógeno crônico e pede uma investigação mais cuidadosa. Não é possível prometer prazo, porque cada organismo responde de uma forma.
Quando procurar um médico para o eflúvio telógeno?
Procure avaliação se a queda aumentou e dura mais de algumas semanas, se o couro cabeludo está mais visível ou se você tem dúvida entre eflúvio e calvície. Assim, um médico tricologista pode identificar a causa e orientar o acompanhamento.
Você encontra mais detalhes sobre o eflúvio telógeno no site do autor.
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